Cultura Digital na Educação

Caros leitores

Um pequeno trecho do artigo escrito por : Monica Fantin  Doutora em Educação, Professora do Curso de Pedagogia da UFSC e do Programa de Pós-Graduação em Educação,que Fala sobre: Cultura Digital na Educação.



Falar em apropriação das tecnologias na escola no contexto das culturas digitais implica pensar nas práticas culturais de crianças e jovens, a inserção nas redes e as possibilidades de construção de conhecimentos em diferentes linguagens (escrita, visual, musical, audiovisual, digital), seus códigos e especificidades. E diante da complexidade que envolve as múltiplas linguagens, há que pensar nas mediações a respeito desses novos letramentos e suas relações com as tecnologias e a cultura da mídia. E além de tais questões estarem cada vez mais presentes na formação de professores, elas têm sido objetos de inúmeras pesquisas no campo da educação e comunicação.
Para aprofundar um pouco mais a discussão a respeito das relações entre crianças, jovens, mídia e tecnologias na escola, o IV Seminário de Pesquisa em Mídia-educação, a ser realizado na UFSC/Florianópolis nos dias 4, 10 e 11 de setembro, traz como tema “Cultura digital, novos paradigmas educativos: lap top nas escolas, múltiplas linguagens e novos letramentos”. O Seminário permite conhecer as pesquisas feitas por professores que são considerados referências internacionais, tais como: Paul Gee e Elisabeth Hayes, EUA, na área da linguagem, videogames e educação, e aprendizagens na era digital; e Pier Cesare Rivoltella, Itália, nos estudos sobre mídia-educação, neurociências e didática. Além disso, serão apresentadas e discutidas as propostas e políticas públicas de inclusão das tecnologias móveis e laptops educacionais nas escolas dos países vizinhos (Martin Rebour, Uruguai, e Maria Florencia Ripani, Argentina) e do Programa Um Computador por Aluno no Brasil (Nelson Pretto, Maria Helena Bonilla, Elisa Quartiero, Monica Fantin).
Na continuidade dos trabalhos, serão discutidas algumas possibilidades das múltipls linguagens, dos novos letramentos e suas relações com as produções midiáticas e digitais (Marcelo Buzato e Gilka Girardello) e a questão da autoria na cultura digital, na pesquisa e na educação (Marcos Wachowicz). E para socializar pesquisas anteriores, haverá o lançamento do livro Escola e Cultura Digital: pesquisa e formação de professores, organizado por Monica Fantin e Pier Cesare Rivoltella, publicado pela Editora Papirus.
Enfim, o evento trata de temas que interpelam a todos que atuam com educação em geral e com mídia-educação em particular. Afinal, os lap tops estão nas escolas propiciando diversos usos e formas de aprendizagem que nem sempre são potencializadas na perspectiva dos novos letramentos, da autoria, da colaboração e da cidadania. Tal compreensão implica o desenvolvimento e a construção de certas competências que vezes requerem mudanças no meio ambiente de aprendizagens escolares. E isso inclui mudanças significativas no ensino e no funcionamento da educação: os projetos, as experiências, o acesso às ferramentas e recursos materiais, as formas de mediação, de organização e arquitetura sala de aula, etc.
Considerando que cada linguagem possui suas formas de expressão, o professor sintonizado com os desafios atuais, pode utilizar os diversos tipos de mídia e aprender seus diferentes modos de ensinar, expressar, informar, e divertir. Isso exige uma formação de professores que envolva a expressão e criação não só a partir das ciências e das artes, mas também como possibilidade de pertencimento e inclusão digital.
Dessa forma, discutir as múltiplas linguagens, a mídia-educação, a cultura digital e suas aproximações com o uso pedagógico das mídias e suas tecnologias é uma possibilidade de discutir alguns desafios da educação na sociedade contemporânea. E isso pode significar um convite à reflexão e à criação de cultura a fim de alcançarmos um patamar mais elevado nas reflexões sobre essa questão. O convite está feito!



Comentário:

Foram apresentadas neste artigo algumas ferramentas digitais, recursos e atividades que poderiam dinamizar as aulas presenciais e virtuais. Outras sugestões poderiam ainda ser acrescentadas, pois o tema não se esgota aqui – nem era esta a pretensão – e novas possibilidades sempre surgirão, uma vez que a inovação tecnológica é constante e o professor só precisa estar motivado para aprender novos recursos. 
Grande abraço!



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